terça-feira, 13 de janeiro de 2009

EU, "PRISIONEIRO" DE MIM MESMO


Sinto-me um prisioneiro, prisioneiro de mim mesmo,
Nem tento fugir, acho que gosto disso tudo,
Mas também não vejo a minha volta
Nada mais atrativo que minha própria prisão.

Lá fora não tem diversão, só tem maldade e infelicidade,
Aqui me sinto feliz e seguro,
Sinto-me mais eu. Sou mais eu.

As pessoas lá fora não pensam como eu,
Não agem como eu e nem querem ser eu,
Elas usam armas ao invés de letras,
Elas gostam de dor em vez de felicidade,
Elas curtem Caetano enquanto eu Chico Buarque.

Nem penso em sair dessa “prisão”. Não quero sair.
Talvez eu seja o livre e eles sejam os prisioneiros.
É isso, a grande realidade é essa,
Eu me sentindo um prisioneiro o tempo todo
E simplesmente estava livre.

Agora eu sei, prisioneiros são os alienados
Que não lêem nem pensam no que faz.
Livres são aqueles que pensam e transmitem o que sente,
Seja isso numa folha de papel ou numa palavra dita,
Numa poesia declamada ou em uma história escrita.




Autor: Igor Monteiro.

Um comentário:

Sara Albuquerque disse...

Que belo texto!
Bom saber que sua prisão inverteu-se em liberdade. :)
Bom saber também que gostas de Chico Buarque. É difícil achar quem também curta e se envolva.
^^

 
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