sábado, 27 de março de 2010

Menino de rua


Deitado no banco ao relento à espera de um mimo
Um desabitado menino
O frio o faz encolher-se todo de joelhos na cabeça

Na praça as crianças “normais” se divertem
Enquanto do banco ele a tudo assiste.
Vontade de ir lá ele sente...

Sua única companhia é o tubo de cola cheira todo dia, ao invés de ir pra escola
Briga, tem quase todo dia...
E, se não fosse por “bola” seria por cola

Quando cheira se sente mais afortunado
Parece que sai deste mundo infeliz e se vê como uma criança qualquer.
Indo à escola brincar de bola, sem cheirar cola
Mas ao acordar dessa viagem...
Depara-se com sua realidade
De novo no banco, encolhido e deprimido.

Sua única solução:
é a cola
(para)
Se vir, brincando e jogando bola.

5 comentários:

Hugo Peteka disse...

Massa velho esse Poema!!!

mandy disse...

é triste, mas é verdade.. adorei o poema =)

José Minervino Neto disse...

Muito bom tê-lo de volta.
Abraço!

clau disse...

Vivo num mundo de amor, este poema me fez cair à realidade, é triste, mas hoje abri a janela da vida e li o seu poema, e vi como é mesmo o mundo lá fora, adorei, triste mas real!!!

Carlos Leite disse...

O seu blog é fantástico! Ainda não consegui formar uma opinião completa sobre si... Ainda não li tudo, mas do que li, está óptimo!!! Muitos parabéns e, obrigado por partilhar connosco a sua arte!
Também adorei o design do seu blog, está mesmo muito bom.
Carlos Leite, http://opintordesonhos.blogspot.com

 
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